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Proteger a pele no Verão


Apanhar sol é das coisas que mais apetece fazer quando chega o verão. Todavia, há cuidados que devem ser mantidos como forma de proteger a pele dos efeitos nocivos do sol. Isto porque a exposição à radiação ultravioleta não só contribui para o envelhecimento da pele como é também um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de cancro cutâneo, sendo que a pele, ao longo da vida, acumula todos os excessos sofridos. Por isso, recomendam-se cuidados na exposição ao sol a toda a gente sem exceção, devendo ser redobrados no caso de alergia ao sol, bem como em pessoas de pele clara, cabelo louro ou ruivo, olhos claros e com muitos sinais ou sardas, por serem tendencialmente mais suscetíveis a queimaduras. Pessoas que tenham diagnóstico de patologia cutânea ou realizado tratamento/cirurgia há pouco tempo, devem ainda certificar-se junto do dermatologista/cirurgião quanto aos cuidados a ter. De salientar que as crianças com idade inferior a 12 meses não devem ser expostas diretamente ao sol.


Segundo a dermatologista Helena Toda Brito, usar sempre protetor solar é a primeira regra básica para que a pele fique bem protegida no verão, sendo essencial que o mesmo seja aplicado corretamente. Por outro lado, há que evitar a exposição solar direta nas horas de maior intensidade de radiação solar, sobretudo entre as 12 e as 16 horas; usar roupa protetora, chapéu de abas largas e óculos de sol com proteção UV e ainda fazer uma exposição gradual e progressiva ao sol.


Entre as características mais importantes num protetor solar, a especialista identifica o fator de proteção solar (SPF, na sigla em inglês), que deve ser sempre igual ou superior a 30, de acordo com as necessidades de cada um. É também necessário que o produto “ofereça uma proteção de amplo espetro, protegendo a pele da radiação ultravioleta A e B, e idealmente também da luz visível e radiação infravermelha”. Por outro lado, “embora nenhum protetor solar seja totalmente à prova de água, é recomendado optar por um que contenha essa indicação, para que resista melhor à transpiração e ao contacto com a água”, afirma. Outros fatores que podem também ser considerados prendem-se com a “forma de apresentação mais adequada ao tipo de pele e à área onde é aplicado”, por exemplo, creme, leite, loção, gel, stick, spray, pó, bruma ou óleo. Deve ainda ser escolhido em função das “diferentes necessidades e especificidades da pele”, por exemplo, protetores solares pediátricos para crianças e minerais ou físicos para peles reativas”.

Como é que se aplica o protetor solar?


Para que o uso de protetor solar tenha a eficácia pretendida há que saber usá-lo corretamente:


Aplicar o protetor solar em quantidade suficiente em todas as áreas expostas, cerca de 20 a 30 minutos antes de sair de casa;

Prestar atenção a zonas de difícil acesso (como o dorso) e às áreas frequentemente esquecidas, como pescoço, orelhas, lábios, pés e couro cabeludo;


Reaplicar frequentemente ao longo do dia, a cada duas horas e sempre que transpirar ou mergulhar (mesmo que ainda não tenham passado duas horas e mesmo que o protetor seja resistente à água);


Verificar o prazo de validade do protetor solar, descartando o produto se estiver expirado ou se tiver sido aberto há mais de 12 meses (mesmo que esteja dentro da validade indicada na embalagem);


Não confiar exclusivamente no protetor solar, porque nem os mais eficazes garantem uma proteção total contra o sol, pelo que devem ser utilizados como um complemento, e não um substituto, das restantes medidas de proteção solar.



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