Descubra qual o seu tipo de celulite para a combater de forma eficaz


Com o verão e os dias quentes de volta, o sentimento generaliza-se: só apetece usar menos roupa, estar na praia ou piscina e aproveitar ao máximo cada raio de sol em cada centímetro da nossa pele. No entanto, nem todas as mulheres se sentem confortáveis o suficiente com o seu corpo, seja porque não têm o peso ideal ou porque a celulite resolveu fazer uma visita - e pior instalar-se.

A celulite é um fenómeno natural para quase 90% das mulheres e surge pela deposição de gordura na hipoderme, as camadas mais profundas da pele onde os adipócitos - as também chamadas células gordas - se encontram limitadas e comprimidas por fibras de colagénio. Quando essa gordura extravasa as células adipócitas, esta altera a estrutura da pele, originando a formação de tecido fibroso e dando origem à indesejada celulite.


Afetando em larga escala as mulheres, é um problema persistente ao longo do ano e não exclusivo dos meses quentes. Por si, a celulite não é uma situação médica grave, mas em estados avançados pode comprometer a microcirculação e estar associada a sensação de pernas pesadas e dor, além do impacto inegável na autoestima. O seu aparecimento está associado a fatores variados, como predisposição genética, alterações hormonais, má circulação sanguínea, sedentarismo ou uma alimentação rica em alimentos processados, ricos em sal, açúcares e gorduras saturadas.


A que sintomas deve estar tenta?

A pele 'casca de laranja' pode ser visível nas nádegas e coxas, embora também possa observar-se no peito, abdómen e braços.

Nas suas formas mais ligeiras, as irregularidades da pele são mais ténues e só surgem quando se comprime o tecido cutâneo ou quando há contração muscular.

Nos casos mais avançados, a pele forma irregularidades visíveis e acentuadas, que podem causar dor quando há compressão.


Nesse sentido, e no que toca à aparência, a celulite pode ser dividida em quatro níveis:

  • Grau 1: Sem ondulações ou irregularidades visíveis, mas ao comprimir a pele surgem pequenas ondulações e “furinhos”;

  • Grau 2: Nalgumas posições sentada notam-se ondulações e "furinhos" sem comprimir a pele;

  • Grau 3: Ondulações mais acentuadas e nódulos de tecido fibroso percetíveis a olho nú, quando está de pé, sem compressão da pele;

  • Grau 4: Vários nódulos de tecido fibroso percetíveis sob o vestuário com sensação de dor associada quando há compressão da pele, a chamada celulite "dura".

Os vários tipos de celulite

A celulite flácida ou mole está associada ao avançar da idade ou ao uso de dietas de emagrecimento. Surge em conjunto com varizes, retenção de líquidos e edema. Nestes casos, é importante seguir uma dieta mais rica em proteínas, associando-a à prática de exercício físico e ao reforço da massa muscular.

A celulite compacta aparece em pessoas mais novas com excesso de peso. Se não for tratada na adolescência, pode manter-se a vida inteira. Este tipo de tecido fibroso é duro e compacto e surge mesmo em corpos com algum grau de tonificação. Esta celulite torna a pele dura e sensível ao toque, o que pode ser doloroso.

A celulite edematosa pode surgir na puberdade e afeta, sobretudo, mulheres mais jovens. Este tipo está associado a uma má circulação sanguínea e à retenção de líquidos. O tecido fibroso concentra-se maioritariamente nas pernas, ou seja, coxas, joelhos e gémeos. Se não for tratada, as pernas perdem os contornos e têm tendência a inchar de forma mais recorrente, pelo que é frequente o aparecimento de derrames venosos.

Seja qual for o seu tipo de celulite, o seu tratamento é multifatorial e deve envolver a adoção de novos hábitos alimentares, ingestão de água, prática de exercício físico, suplementação e uso de cremes refirmantes.


6 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo