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Chega o calor chegam os piqueniques! Dicas para manter a comida em segurança


O sol e a subida das temperaturas convidam a marcar um piquenique na floresta, na praia ou num parque de merendas. Com a marmita preparada, famílias e amigos juntam-se para apreciar uma refeição ao ar livre.


No entanto, na hora de preparar alimentos, deve ter alguns cuidados para evitar que a comida estrague.



1 – Evite levar alimentos perecíveis, opte por sandes


Lúcia Figueiredo, nutricionista especializada em alimentação coletiva, começa por explicar que é necessário ter “cuidados especiais” quando se preparam refeições fora de casa, sobretudo se formos servir “crianças e idosos”.


Por essa razão, a especialista aconselha a privilegiar “refeições à base de sandes e sem alimentos perecíveis, como queijos frescos ou ovos”.


As sandes devem ser “acondicionadas em recipientes térmicos para manter a frescura dos ingredientes” ou “bem embrulhadas com papel alumínio ou película aderente para evitar contaminações com outros alimentos ou líquidos”.


Por outro lado, se pretender levar uma refeição cozinhada ou se está a pensar fazer um churrasco, devem ser tomadas outras precauções. Uma delas é manter os alimentos crus separados dos cozinhados, para evitar uma possível contaminação.


A Associação Portuguesa de Nutrição destaca ainda a importância de cozinhar bem os alimentos, utilizando temperaturas acima de 70 ºC, principalmente se a refeição incluir carne, peixe ou ovos.


2 – Privilegie a fruta que não precisa de ser conservada no frio


Se está a pensar levar fruta para a sobremesa, opte por frutas que “não necessitem de ser conservadas no frio”, tais como maçãs, peras ou bananas, aconselha Lúcia Figueiredo.


Deve também ter em atenção se as peças de fruta que vai levar não estão “muito maduras, para que não se degradem durante o transporte”. Além disso, evite fruta cozinhada ou cortada previamente.


“Toda a fruta e hortícolas que já tenha sido manipulada – por exemplo, cortada ou cozida – deve ser mantida no frio até ao momento do consumo”, acrescenta a nutricionista.


Poderá também optar por levar “alimentos com baixo teor de água” – tais como frutos secos, tostas ou bolachas. Estes alimentos considerados menos perecíveis devem ser transportados em recipientes herméticos separados.


É importante ter em conta a informação de conservação de cada alimento, sublinha Lúcia Figueiredo: “Confirme no rótulo se o alimento não precisa de estar, por exemplo, à temperatura de refrigeração [abaixo de 5 ºC]. Evite escolher esses alimentos caso não tenha condições para os manter à temperatura adequada durante o passeio.”


3 – Mantenha os alimentos frescos durante o transporte


A temperatura é uma das principais questões a ter em atenção quando se faz o transporte de refeições. Para manter os alimentos conservados em segurança, é necessário que estejam a temperaturas abaixo de 5 ºC, que são conseguidas em frigoríficos ou outros eletrodomésticos de refrigeração.


Quando falamos em piqueniques – ou até na utilização regular de marmitas – é necessário ter alguns cuidados extra para manter a temperatura baixa durante o período de transporte da refeição.


“Sempre que houver condições para tal, coloque as refeições em frigoríficos”, aconselha Lúcia Figueiredo. Se não for possível, “utilize placas/acumuladores de gelo em contacto com o recipiente onde está a refeição ou utilize malas térmicas”.


As malas térmicas onde vai levar a comida só devem ser abastecidas “no dia do passeio, assim que estiver para sair de casa”.


Antes disso, a comida deve permanecer no frigorífico, de modo a “evitar que esta fique demasiado tempo à temperatura ambiente” – também chamada de temperatura de risco (entre os 6 ºC e os 65 ºC).


4 – Utilize recipientes apropriados para transportar a comida


A acomodação dos alimentos durante o transporte é outro fator importante. É aconselhável que utilize “recipientes apropriados para o contacto com géneros alimentícios e adequados para ir ao micro-ondas”, diz a nutricionista.

Deverá, por isso, procurar os recipientes que tenham o símbolo do copo e do garfo.


Este símbolo certifica que o objeto em questão segue as “boas práticas de fabrico” para materiais destinados a entrar em contacto com os alimentos determinadas pela legislação da União Europeia (UE).


A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) alerta que “o contacto dos alimentos com os materiais é um aspeto essencial da segurança dos alimentos, porque pode ocorrer uma migração dos constituintes do material para o género alimentício”.


Esta “migração” pode “causar ou não perigo para a saúde pública, modificar inaceitavelmente a composição dos alimentos ou alterar-lhe as características organoléticas”, dependendo “do tipo e da quantidade de constituintes que migram”.

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